O erro que você não percebe

Olha: a maioria dos candidatos se perde na primeira frase de uma questão, como se fosse pedra no sapatinho da própria língua. Troca “há” por “a”, confunde “mau” com “mal” e o resultado é zero na correção. O medo de errar faz o cérebro travar; a solução, porém, é treinar a mente como atleta de alta performance, não como turista no parque.

Domine a crase como quem domina a balança

Aqui está o lance: a crase não é “um detalhe”; é a chave que abre ou fecha a porta da pontuação correta. Se você hesita entre “à espera” e “a espera”, lembre‑se: antes da palavra “espera”, há preposição “a”; então, crase é inevitável. Pronto, já tirou 0,5 ponto da penalidade.

Atalho psicológico

Use o teste do “substituto”. Troque a preposição “a” por “para”. Se “para a praia” soa natural, então crase deve aparecer. Simples, direto, eficaz.

Conjugação verbal: o jogo da velocidade

Quando o edital pede “identifique a forma verbal”, não caia na armadilha de analisar o infinitivo como se fosse presente. Verbo no gerúndio, particípio ou infinitivo tem regras próprias – e a correção de banca penaliza a confusão. Treine com cronômetros: 30 segundos para reconhecer e anotar a forma, sem vacilar.

Truque do “tempo de ouro”

Se o verbo está acompanhado de “quando”, “enquanto”, “depois que”, já sabe que o tempo é passado ou futuro. Não deixe o presente se infiltrar onde não deve.

Interpretação de texto: nada de maratona

Ao ler o enunciado, elimine o supérfluo como se fosse areia num filtro fino. Foque nas palavras‑chave: “segundo”, “conforme”, “de acordo com”. Elas são bússolas que apontam a direção da resposta. Se a questão menciona “segundo o autor X”, a resposta tem que citar X, não outra figura.

Conectivo mortal

Use “portanto”, “logo”, “então” para fechar sua argumentação. Conectivos dão ritmo ao texto e mostram que o candidato domina a lógica de raciocínio. Sem eles, a redação parece um carro sem volante.

Ortografia: o escudo contra a eliminação

Aqui vai o pulo do gato: mantenha uma lista mental dos 1000 erros mais comuns e pratique em blocos de 10 minutos. Palavras como “exceção”, “excessão”, “exceção” são armadilhas fáceis. Releia sempre a última frase antes de submeter a prova; ela costuma ser a culpada.

Memorização ativa

Transforme o erro em aprendizado: escreva a palavra errada, depois a correta, e faça uma frase. A repetição com contexto fixa o vocabulário na memória de longo prazo.

Estratégia final de última hora

Não deixe para a véspera. Faça um checklist de cinco itens: crase, concordância, ortografia, verbo e interpretação. Cada item vale 20% da sua nota. Se falhar em um, os outros ainda podem salvar.

Última sacada: antes de iniciar a prova, respire fundo, recite “eu domino o português” três vezes e, logo após, escreva a primeira resposta sem olhar o gabarito. Essa prática curta elimina a ansiedade e coloca você na zona de fluxo. Boa sorte, e que a caneta seja leve!